quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O bullying geralmente é feito contra alguém que não consegue se defender ou entender os motivos que levam à tal agressão. Normalmente, a vítima teme os agressores, seja por causa da sua aparente superioridade física ou pela intimidação e influência que exercem sobre o meio social em que está inserido. O bullying pode ser praticado em qualquer ambiente, como na rua, na escola, na igreja, em clubes, no trabalho e etc. Muitas vezes é praticado por pessoas dentro da própria casa da vítima, ou seja, pelos seus próprios familiares.
Para a justiça brasileira, o bullying está enquadrado em infrações previstas no Código Penal, como injúria, difamação e lesão corporal. Ainda não existe uma lei que puna os agressores com o devido merecimento.
Para Terezinha Rios, especialista em ética na educação, esse tipo problema poderia ser evitado se os dois lados conversassem com frequência. — A família se queixa de que a escola deixou de fazer algo que é necessário e a escola de que é a família não está levando em consideração determinados valores. Há uma confusão entre os papéis de cada uma das instituições. Se todo mundo tiver clareza de que a tarefa é de passar valores como respeito ao estudante e que isso é um trabalho conjunto, será mais fácil solucionar os problemas em que a violência aparece.
Para psicóloga da rede municipal de ensino, Gabryela Zoch este acontecimento ocorre na escola, no trabalho, em casa, enfim nos diversos locais onde aja relacionamento interpessoal. As vítimas do bullying são crianças mais quietas, pouco sociáveis e que não possuem muita habilidade para reagir a agressões. A pessoa pode dar diversos indícios tais como evitar o local onde ocorre o bullying, evitar situações sociais, apresentando tendência ao isolamento, baixo rendimento escolar ou no trabalho, sintomas de melancolia, alterações no sono e apetite, podendo chegar a apresentar depressão ou outros sofrimentos psíquicos. O Bullying é um crime previsto pelas leis e pela Constituição Federal. Quem comete o bullying deve ser responsabilizado, pois está cometendo um crime pode ser: Ofensas à Integridade Física Simples, Injúrias / Difamação, Ameaças, entre outros. No entanto os menores de 16 anos são inimputáveis, mas podem ser responsabilizados e conduzidos à prática de uma medida tutelar educativa. Quando adultos ainda torna-se mais fácil, mas com crianças e adolescentes a questão é conscientizá-los sobre seus atos e se a situação continuar a ocorrer tomar medidas mais rígidas. Que tipos de tratamento a vítima deve receber? A vítima deve ser avaliada por profissionais especializados para que possam realizar um diagnostico da necessidade ou não de tratamento psicológico, médico, entre outros. O bullying pode ser combatido através de políticas e práticas anti-bullying nas escolas, envolvendo professores, funcionários, alunos e pais. Sensibilizando, informando, conscientizando, enfim mobilizando os envolvidos e por fim responsabilizando aqueles que praticaram o bullying.
Contudo para a Especialista no assunto, a psicanalista Maria Pompea Carneiro afirma que as escolas não estão preparadas: “Nossas instituições de ensino não têm psicólogos, que seriam a possibilidade de evitar tragédias” muitas vezes anuciadas.
REFERENCIA DE PESQUISA

http://oglobo.globo.com/rio/especialistas-escolas-precisam-se-preparar-para-bullying-6265382

Academica Vania Neves

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016


O Bullying na Escola.

Bullying Estudos sobre as influências do ambiente escolar e dos sistemas educacionais sobre o desenvolvimento acadêmico do jovem já vêm sendo realizados, mas é necessário também que tais influências sejam observadas pela ótica da saúde. A escola é de grande significância para as crianças e adolescentes, e os que não gostam dela têm maior probabilidade de apresentar desempenhos insatisfatórios, comprometimentos físicos e emocionais à sua saúde ou sentimentos de insatisfação com a vida. Os relacionamentos interpessoais positivos e o desenvolvimento acadêmico estabelecem uma relação direta, onde os estudantes que perceberem esse apoio terão maiores possibilidades de alcançar um melhor nível de aprendizado14. Portanto, a aceitação pelos companheiros é fundamental para o desenvolvimento da saúde de crianças e adolescentes, aprimorando suas habilidades sociais e fortalecendo a capacidade de reação diante de situações de tensão15. A agressividade nas escolas é um problema universal. O bullying e a vitimização representam diferentes tipos de envolvimento em situações de violência durante a infância e adolescência. O bullying diz respeito a uma forma de afirmação de poder interpessoal através da agressão. A vitimização ocorre quando uma pessoa é feita de receptor do comportamento agressivo de outra mais poderosa. Tanto o bullying como a vitimização têm consequências negativas imediatas e tardias sobre todos os envolvidos: agressores, vítimas e observadores16. Por definição, bullying compreende todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudante contra outro(s), causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual. Essa assimetria de poder associada ao bullying pode ser consequente da diferença de idade, tamanho, desenvolvimento físico ou emocional, ou do maior apoio dos demais estudantes3,11,17. Trata-se de comportamentos agressivos que ocorrem nas escolas e que são tradicionalmente admitidos como naturais, sendo habitualmente ignorados ou não valorizados, tanto por professores quanto pelos pais. A adoção universal do termo bullying foi decorrente da dificuldade em traduzi-lo para diversas línguas. Durante a realização da Conferência Internacional Online School Bullying and Violence, de maio a junho de 2005, ficou caracterizado que o amplo conceito dado à palavra bullying dificulta a identificação de um termo nativo correspondente em países como Alemanha, França, Espanha, Portugal e Brasil, entre outros18. As pesquisas sobre bullying são recentes e ganharam destaque a partir dos anos 1990, principalmente com Olweus, 1993; Smith & Sharp, 1994; Ross, 1996; Rigby, 19963. Estudos indicam que a prevalência de estudantes vitimizados varia de 8 a 46%, e de agressores, de 5 a 30%3,19. A escola é vista, tradicionalmente, como um local de aprendizado, avaliando-se o desempenho dos alunos com base nas notas dos testes de conhecimento e no cumprimento de tarefas acadêmicas. No entanto, três documentos legais formam a base de entendimento com relação ao desenvolvimento e educação de crianças e adolescentes: a Constituição da República Federativa do Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas. Em todos esses documentos, estão previstos os direitos ao respeito e à dignidade, sendo a educação entendida como um meio de prover o pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania. Todos desejamos que as escolas sejam ambientes seguros e saudáveis, onde crianças e adolescentes possam desenvolver, ao máximo, os seus potenciais intelectuais e sociais. Portanto, não se pode admitir que sofram violências que lhes tragam danos físicos e/ou psicológicos, que testemunhem tais fatos e se calem para que não sejam também agredidos e acabem por achá-los banais ou, pior ainda, que diante da omissão e tolerância dos adultos, adotem comportamentos agressivos.

Academica Kelen Cunha.